Estamos no Janeiro Branco, campanha criada por psicólogos brasileiros para lembrar as pessoas de cuidarem não só da saúde física, mas também da mental. É incrível o quanto esquecemos facilmente de que estes dois aspectos (físico e psíquico) estão interligados e influenciam um ao outro.

A ideia de produzir esse conteúdo surgiu a partir de um convite para a roda de conversa do grupo Navegantes, o Navegando em Ideias. O debate foi muito rico e vocês podem conferir o registro em vídeo abaixo.

A primeira pergunta que me fiz foi: como um designer pode influenciar ou promover uma melhoria na saúde mental das pessoas? Daí parti para a pesquisa e percebi imediatamente que precisava abordar o conceito de utilidade, que é mais amplo no design.

O design deve produzir objetos úteis?

Sim. Porém devemos entender o conceito de utilidade de uma forma mais ampla que a mera funcionalidade.

É importante termos uma noção mais rica do termo utilidade: o conforto psicológico, a sensação de harmonia, o prazer estético, a experiência cultural etc, podem ser úteis.

Dito isso, dividi meu pensamento em 3 momentos onde uso exemplos de projetos reais para que vocês possam entender de forma prática os meus pontos de vista.

1) Casos onde menos design promove saúde mental

Aqui em casa a gente diminuiu bastante a quantidade de horas que nossos pequenos (Lara de 4 anos e Guilherme de 9 anos) passam em frente a telas de smartphones, tablets e TVs. Esses três veículos entregam ao público o produto que eu, como designer, posso desenvolver.

Hoje eles pedalam mais, andam de patinete, dançam mais em frente ao espelho, brincam mais com seus brinquedos, produzem seus próprios brinquedos (com massinha, fita crepe, arame, tinta) e por aí vai. Sem contar que na hora do dever de casa a concentração é maior.

A menor exposição de meus filhos a desenhos animados, vídeos da internet e joguinhos eletrônicos já dá resultados notáveis. Como eles respondem rápido a mudanças! Hoje temos uma casa muita mais harmoniosa e saudável.

O segundo caso é o de um amigo web designer que cansou de programar e de ficar todos os dias, por anos, sentado em frente ao computador, dentro de ambientes com luzes artificiais, respirando um ar “artificial”.

Ele chutou pra bem longe o sedentarismo, as síndromes do olho seco e de Burnout, a dor na coluna, a má postura, as doenças do coração e da mente. E para longe ele foi viver uma vida bucólica e cheia de vida no interior montanhoso de Minas Gerais.

2) Casos onde mais design promove saúde mental

a) O Design Centrado no Humano – é uma abordagem de projeto e pesquisa que propõe o design não como desenho ou estética, mas sim como ato de projetar, o que o torna uma atividade essencialmente humana e não um privilégio de uma profissão, e o designer não como um gênio criativo individual, mas sim como uma pessoa capaz de conduzir aquele grupo através de um processo de criatividade e inovação.

Um bom exemplo que ilustra esse tipo de abordagem é o projeto de ambientação do Internamento Pediátrico da Oncologia “Tia Ruth”, um convênio entre o Hospital de Urgências de Sergipe – HU

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